O celular do futuro
Marcadores: celular, futuro, iphone, ipod, itunes, mac, macworld, multitouch, steve jobs
Agora 09:30 AM em Campina Grande, 11 de maio de 2007.
Parcialmente ensolarado, 24º C; ventos sudeste, à 22 km/h.
O iPhone promete revolucionar a maneira como vemos o celular, computador de bolso, câmera digital e tocador de mídia. Ou melhor: irá juntar tudo em um só.
O iPhone, anunciado no evento Macworld, no começo de janeiro, balançou as estruturas da casa, parou a imprensa e preocupou a atual ordem dos smartphones. Sim, pode acreditar, Steve Jobs mudou o mundo, mais uma vez. Seu discurso foi tão empolgante que um mês depois o mundo quase se esqueceu de um fato muito importante: iPhone ainda não existe – pelo menos como produto do mercado.
Ninguém até hoje sequer tocou em um iPhone. Quase tudo o que se sabe sobre o produto veio de uma tacada só de marketing. O iPhone pode vir a ser o equipamento mais bacana já manufaturado. Ou também pode ser um grande fracasso como o Newton. Existe chance para ambos.
O iPhone não utilizará nem teclado nem caneta, mas será controlado pelo toque do usuário. Para evitar toques acidentais e dar suporte ao uso de vários dedos ao mesmo tempo na tela, será usada uma tecnologia denominada MultitouchMac OS X, segundo informações da apresentação, permitindo a execução de programas, em tese, tão versáteis quanto os de desktop. O produto ainda poderá levar os widgets do desktop do Mac OS X e contará com acesso sem fio à internet.
Além de sincronizar músicas com o iTunes, o iPhone terá uma tela de 3,5 polegadas e será bem fino: 11,6 milímetros de espessura. Segundo Jobs, os preços do iPhone devem começar em 499 dólares, para a versão com 4 GB. Sucesso ou fracasso, o iPhone será lembrado como o primeiro maior passo rumo à terceira geração de interface com usuários de PC.
O outro lado da notícia
Que o iPhone promete revolucionar, isso todos já devem estar de acordo.
O único problema será se ele seguir o rumo do Ipod: ficará apenas nos EUA e cia. e não será bem distribuído pelos países, fazendo com que os compradores tenham que desembolsar uma quantia elevada para importar o produto.
Também há o receio de que outras marcas, assim como fizeram com o iPod, façam cópias do Iphone, venda com outro nome (alguém lembrou do famoso MP4?), com preços mais baixos (e qualidade inferior também) e caia no gosto popular.
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